EUA vivem ano marcado por ataques de atiradores e muitas vítimas

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É um recorde terrível para a história dos Estados Unidos. O ano mais sangrento em termos de ataques de atiradores.

Os 26 mortos até agora de Sutherland Springs vêm pouco mais de um mês depois do maior massacre desse tipo no país.

No começo de outubro, Stephan Padock abriu fogo da janela de um hotel contra uma multidão que assistia a um show em Las Vegas. Armado com mais de dez fuzis e milhares de munições, ele matou 58 pessoas.

Mesmo assim, o presidente Donald Trump disse que esse não é um problema de armas, mas de doença mental do atirador do Texas.

O presidente falou no Japão, no meio de uma viagem à Ásia, e disse também que a tragédia poderia ter sido pior se não houvesse outra pessoa armada, atirando contra o assassino.

Antes de 2017, o histórico de maiores massacres tinha na tragédia de Orlando seu pior episódio. Em 2016, um homem entrou na Boate Pulse disparando contra pessoas que se divertiam em uma festa. Ele fez 49 vítimas.

Em 2012 o terror foi na escola Sandy Hook: 27 pessoas foram mortas, 20 delas eram crianças.

Em 2007, um aluno matou 32 outros estudantes da universidade Virginia Tech.

Na esteira de crimes como esse, a discussão nos Estados Unidos sempre se volta para a questão da facilidade de se comprar armas no país. O direito a ter uma arma é uma das emendas mais antigas da Constituição americana, uma das questões culturais mais profundas do país.

A lei varia de estado para estado, mas, via de regra, é fácil comprar uma arma como a que o atirador usou no ataque a igreja no Texas. Em alguns lugares, inclusive, é permito andar nas ruas carregando o seu próprio fuzil.

O atirador de Las Vegas, por exemplo, comprou todas as armas que usou no ataque legalmente, inclusive o dispositivo que transformava seus fuzis em metralhadoras.

Ainda não está claro como o atirador de Sutherland Springs comprou suas armas, já que ele tinha um histórico de problemas psicológicos e tinha sido expulso das Forças Armadas, o que, na teoria, o impediria de comprar uma arma.

Mas o fato é que ele entrou em uma loja em abril de 2016 e saiu de lá com o fuzil com que mataria suas vítimas dentro da igreja.

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