Tocantins tem 11 casos de malária em menos de um mês

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A Secretaria da Saúde de São Paulo confirmou três mortes por febre amarela no estado e a investigação de mais três casos suspeitos. Em Minas Gerais, são 391 e 83 mortes suspeitas. As confirmadas são 32. No Espírito Santo, 19 pessoas estão internadas com sintomas da doença.

No norte do Tocantins, a preocupação é com um surto de malária. Desde o começo do ano, foram11 casos.

Um casal procurou o hospital municipal de Araguatins com febre e foi liberado, porque o médico não suspeitou de malária. Um exame particular confirmou a doença.

“Depois que descobriram realmente que eu estava com uma malária, aí que vieram atrás de mim”, comenta o vendedor Rafael Santos.

A cidade – que faz parte da região conhecida como Bico do Papagaio – registrou 11 casos de malária em 2017. Isso é a metade dos 22 registrados em 2016 em todo o estado do Tocantins.

O hospital da cidade reconhece que demorou para acertar o diagnóstico.

“Nós nos surpreendemos com a procura. Ficamos todos alarmados no início, porque até então todos nós nos preocupávamos mais com as outras doenças: dengue, zika e chikungunya”, conta Hugo Rodrigues, diretor do Hospital Municipal.

O diagnóstico tem que ser rápido para o paciente se tratar logo e não passar a doença adiante. Enquanto isso, os moradores têm que manter distância da água no começo e no fim do dia, que é quando o mosquito mais ataca.

Depois de o Anopheles picar uma pessoa doente, a transmissão acontece em até 18 dias. O plasmódio, um tipo de parasita, se multiplica nos glóbulos vermelhos de uma pessoa sadia e pode atacar o fígado. O doente sente febre, dor e calafrios, e pode morrer.

“É uma doença que tem gravidade, precisa ter sim o seu diagnóstico apropriado e um tratamento tanto para melhorar a situação do indivíduo, como para bloquear a progressão da doença para outros futuros pacientes”, explica Flávio Milagres, infectologista.

A Secretaria de Saúde do Tocantins enviou técnicos para investigar novos casos e combater o mosquito.

“Tem que se manter alerta. Febre: procurar as unidades de saúde, fazer o exame porque ainda não está totalmente descartada a possibilidade de surgir novos casos”, diz Aurélio Martins, programa Estadual de Malária/TO.

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